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Dr. Furlan
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Ocorrência de infartos aumenta no inverno
 
   

ALERTA

Com a chegada do inverno, todos costumam ficar apreensivos em relação  a  doenças   respiratórias, como gripes, resfriados e rinites alérgicas. No entanto, as baixas temperaturas representam também um grande risco de complicações cardiovasculares.

Uma série de estudos ao redor do mundo é realizada a fim de observar o aumento da taxa de infarto do miocárdio nesta época. Um exemplo é o estudo de Rodolfo Sharovski e Luiz Antônio Machado César, diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica, do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP e presidente da SOCESP, que, nesta entrevista, fala um pouco sobre os cuidados a ser tomados no inverno. Confira!

Que indicadores comprovam que o número de casos de infartos do miocárdio cresce no inverno e qual a porcentagem de aumento?

- O indicador é simplesmente o número de mortes por infarto levantado por período. Assim, comparado às outras estações do ano, há proporção maior no inverno. À época do estudo que realizamos, em São Paulo, a porcentagem de aumento foi de 33%. Também fizemos a análise de temperatura média de cada dia do ano, não importando a estação, e agrupamos as mortes por infarto para cada dia baseadas nas médias de temperaturas diárias. Observando os resultados, nota-se que o risco também aumenta, em um terço, para os dias com média de temperatura mais baixas.

Por quais razões há essa elevação?

- Não há certeza absoluta, mas a causa mais plausível é o aumento do número de casos de infecção respiratória nesta época, não apenas devido à temperatura, que favorece a infecção por vírus, mas porque há muita poluição em cidades grandes. Assim, com a elevação da taxa de poluição do ar, o pulmão fica inflamado, favorecendo a ocorrência de infarto por infecção respiratória. Outra possível razão é o contato maior do indivíduo com temperaturas mais frias – principalmente o já portador de outras doenças, provocando espasmos na artéria coronária e fazendo com que ocorra oclusão arterial aguda ou mesmo um infarto.

Que outros fatores externos podem provocar alterações cardíacas?

- Muitos fatores também influem. O que você come, o que bebe, o quanto fuma e o quanto pratica atividades físicas. Pessoas sedentárias têm mais chances de infartar.

O estudo foi realizado apenas na capital paulista? por que este foi o local escolhido?

- São Paulo, além de ter a terceira maior população do mundo, oferece oportunidade única para um estudo desta dimensão,  pois possui dados confiáveis, já que sabemos que são validadas as mortes por infarto do miocárdio. Porém, existe um estudo muito parecido no Rio Grande do Sul e outro menor, realizado em São Paulo também, mostrando o efetivo aumento do número de pacientes com infarto no pronto-socorro do  Instituto do Coração da USP – InCor.

Há estudos internacionais? O que eles dizem?

- Existem diversos estudos europeus, norte-americanos e em outros países que já mostram tais decorrências em países ditos com clima temperado. Porém, são todas pesquisas antigas e que mostram resultados parecidos entre si.

A vacina contra a gripe sazonal ajuda de forma efetiva?  há um período melhor em que ela deva ser tomada?

- Sim, a vacina reduz o infarto e este já se mostra como um bom motivo para que as pessoas se vacinem, além disso, ela também evita a pneumonia e demais infecções. Vale ressaltar que a vacina é altamente recomendada aos idosos, pois as chances de o idoso sofrer de infarto do miocárdio são bem maiores que as dos jovens. Inclusive, a vacina deve ser tomada agora no outono, antes do inverno.

Há novidades acerca do tema?

- Novidades não há, pois digamos que este seria o resultado definitivo: é fato que a taxa de infarto no inverno é elevada se comparada às outras épocas do ano.

Que dicas podem ser dadas à população?

- É importante que todo indivíduo saiba, principalmente idosos acima de 65 anos e os que já se tratam de pressão alta, diabetes ou qualquer outra doença ligada ao sistema cardiovascular, que o inverno é o período de maior alerta. Deve-se consultar um médico rapidamente na presença de qualquer sintoma diferente.Pessoas sedentárias formam o grupo de maior risco.

Publicado no jornal da SOCESP.

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